sábado, 10 de dezembro de 2016

Infinita

Outro dia ela me chamou de amor
E falou...
Das urgências de seu coração
Das esperas infinitas
Hoje ela se foi, não disse adeus
Talvez quisesse ser pássaro e voar infinito
Ou pousar por instantes no céu
Vestir-se de azul, amor perfeito
Esperar a noite, para ver com se acendem as estrelas
Quem me dera poder ler-te uma vez mais
E ver em teu coração, se ainda crescem flores que semeei
Ou se voltou ao vazio em que encontrei
Senta-te na primeira estrela, e tente entender o silêncio
Ele diz muito do que penso
Não espere o vento soprar teus dourados cabelos
Ele esta comigo
Bate insistentemente em minha janela
Quer entrar, e gelar minha alma
Então eu penso que a missão do nosso encontro
Apenas mostrou-nos que temos um mesmo coração
Um mesmo destino, a mesma vontade, e a mesma saudade

(Talvez eu também busque uma estrela, e saia em silêncio, sem adeus, sem vontades)











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